GLACI PACHECO LANÇA SEU PRIMEIRO CD EM SHOW NO TAC



A junção entre diferentes estilos e influências, com um mergulho nas raízes da musica brasileira e africana, marca o primeiro CD autoral da cantora e compositora catarinense Glaci Pacheco. Marola será lançado em um show no próximo dia 27 de abril, às 21 horas, no Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis. São 14 faixas, todas criadas por Glaci, que classifica seu trabalho como “a união de diversos estilos à música popular brasileira, com um resultado eclético, de um cuidado técnico e artístico muito grande, para oferecer o melhor possível ao público”.

Glaci Pacheco nasceu em Porto União (SC) e já morou em Teresina, Rio de Janeiro e Curitiba, onde se formou em Arquitetura e Urbanismo, na Universidade Tuiuti do Paraná. Dos nove aos 27 anos fez aulas de piano. No Rio, estudou na reconhecida escola de música Lourenzo Fernandez. Aos 20 anos, começou a cantar. Nessa época, estudou canto lírico com o maestro Aldo Ademar Hasse, em Curitiba. Em Florianópolis, para onde veio há 12 anos, estudou com Rute Gebler, Cláudia Todorov, Elaine Bognolo e Samira Hassan. Na cidade, participou do Polyphonia Khorus e de diversos espetáculos do Vozes da Primavera, criados por Rute Gebler.

“O canto lírico me trouxe muita bagagem artística e profissional. Mas era o momento de dar outros passos”, conta Glaci. O início da carreira solo veio com experiências no jazz e na interpretação de músicas portuguesas. As viagens a diversos países, como Itália e Portugal, além do Continente Africano, contribuiu para suas pesquisas musicais, entre elas, sobre a música celta e sua presença em Portugal. A paixão pela percussão, levou a conhecer melhor também os ritmos da África e sua influência sobre a música de tantos países, em especial, do Brasil. “Me inspiro muito nas raízes africanas e sou apaixonada pela riqueza da música brasileira. E aí é preciso diferenciar o que está no mundo do consumo e o que é raiz, de profunda qualidade musical”.

A autoria das letras é uma consequência de sua experiência como escritora de crônicas e poesia. Foi um poema seu, por exemplo, que resultou na música Marola, que dá título ao CD e ao show. “Componho em qualquer lugar. Onde surgir uma melodia, uma letra, gravo para não perder a ideia e depois desenvolvo”, explica. “Busco a harmonia entre a música e a poesia", resume Glaci, que faz questão ainda de citar a admiração por mulheres fortes da música brasileira, como Clara Nunes.


MÚSICA E ARQUITETURA

"A arte está na minha essência, desde pequena”, lembra. As viagens que faz anualmente são essenciais tanto no trabalho como arquiteta, quanto na construção de sua identidade musical. “Em ambos os casos trabalho unindo a arte ao elemento humano. Minha sensibilidade está da mesma forma na música e na arquitetura. Minha percepção do mundo e das pessoas, minhas vivências, tudo isso forma meu olhar próprio, seja para compor uma canção ou uma obra arquitetônica. Na arquitetura, gosto de materializar os sonhos do cliente e de valorizar a escala humana. Na música, transmito sonhos, ritmos e poesia”.

Glaci quer levar o show Marola para outras cidades e para isso planeja fazer projetos para as leis de incentivo à cultura. Outro objetivo é ver suas composições nas vozes de outros intérpretes. “Será minha grande realização”, prevê. Glaci já tem mostrado seu trabalho a músicos catarinenses e de outros locais do país e, pela receptividade, acredita que está no caminho certo da composição musical.

Fotos: Anna Guimarães


O conteúdo que interessa por Douglas Ferreira e Hugo Alencar. Estilo de Vida; Mindfullness; Arquitetura; Gastronomia; Entretenimento; Moda; Cultura e Tecnologia.

 

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