Beach Clubs estão prontos e garantidos no verão



Mais de mil trabalhadores garantem a temporada dos moradores e turistas


A temporada de verão chegou e os beach clubs de Jurerê Internacional estão preparados para atender os moradores e turistas que vão aproveitar os dias de sol e calor à beira-mar. Mais de mil trabalhadores e fornecedores estão empenhados para garantir alimentos frescos e de qualidade, bebidas geladas, ambientes seguros, aconchegantes e próximos à natureza. Além de emprego e renda, os empreendimentos geram mais de R$ 5,5 milhões em arrecadação de impostos.

Outro ponto positivo é que os beach clubs estão inseridos em um ambiente dotado de sistema de esgoto sanitário, coleta e destinação final de resíduos, entre outros. Eles são responsáveis pela limpeza da praia em um raio de 50 metros ao seu redor e de colaborar financeiramente com a Comcap para otimização da limpeza da orla no período de réveillon, devido ao alto volume de frequentadores em toda a praia.

O fato de os beach clubs estarem ligados a uma estação de tratamento de esgoto e de ter uma rotina de limpeza dos ambientes contribui para a preservação ambiental. Sem isso, provavelmente, o entorno estaria exposto a todo tipo de resíduo produzido no local.


Segurança e limpeza

Os beach clubs de Jurerê Internacional La Serena, Donna, 300 Cosmo, Café de La Musique e Acqua Plage estão empenhados com ações que trarão benefícios para o bairro durante a temporada de verão. Uma empresa privada irá trabalhar em conjunto com o serviço de monitoramento de Jurerê Internacional, com objetivo de monitorar áreas próximas aos postos de praia.

Na operação, cada empreendimento terá seguranças na praia e na região dos estacionamentos. Todos terão equipamentos de rádio para comunicação, fazendo uma segurança integrada praticamente em toda orla.

Essa ação de segurança busca inibir assaltos, roubos, arruaças, orientar as pessoas a estacionar em locais corretos, a colocar o lixo no local certo e direcioná-las para banheiros públicos, para que não utilizem a rua para esse fim. Essa ação irá ocorrer na semana do réveillon, todos os sábados e domingos e na semana do carnaval, no horário das 12h às 24h.

Os postos de praia também vão atuar com um plano de limpeza, realizando um trabalho integrado com a Comcap. Os beach clubs serão responsáveis pela limpeza de todo o seu entorno.

Placas sinalizadoras também serão instaladas para identificar locais público e privado; localização de chuveiros e banheiro para uso público; acesso às passarelas, entre outros.


Em junho de 2016, o Instituto Mapa realizou pesquisa com proprietários, locatários e lojistas de Jurerê Internacional para conhecer a opinião quanto à atuação dos beach clubs e aos seus impactos locais. Todos os entrevistados afirmaram saber da existência dos estabelecimentos, sendo que 43% costumam frequentá-los ou têm alguém na família que os frequenta.

Os beach clubs foram construídos e instalados em local previsto e licenciado desde a aprovação do Masterplan, em 1980. O que chama atenção é que cerca de 60% dos entrevistados não conhecem o histórico de autorizações.

A importância dos estabelecimentos para o turismo e economia local é comprovada com a pesquisa, pois apenas 8% dos entrevistados concordam que os beach clubs deveriam ser definitivamente fechados. De outro lado, por exemplo, 64,3% dos que responderam o estudo são favoráveis à realização de festas estilo sunset (pôr do sol).

A moradora Reny Bottcher da Silva, 65 anos, é síndica do edifício Acapulco no Jurerê Open Shopping e enfatiza a relevância dos empreendimentos: “Além de ser um espaço para os visitantes aproveitarem uma boa gastronomia e se divertirem com diferentes eventos, os beach clubs são importantes para o crescimento econômico local, é nítido o aumento no fluxo de pessoas que frequentam o comércio do bairro na alta temporada” destaca.

Quem conhece, aprova


"Florianópolis é movida pelo turismo e recebe milhões de visitantes por ano em busca de lindas praias e diversão. Jurerê Internacional tornou-se um polo de festas muito importante para a cidade já que movimenta turistas com alto poder aquisitivo. Isso contribui para a geração de emprego e renda de várias famílias”, destaca a agente de reservas do 300 Cosmo, Roberta Cruz.


“Há 30 anos trabalho no setor turístico de Florianópolis.Grande parte desse tempo no norte da ilha, cujo crescimento socioeconômico é, sem dúvida, fantástico. Há 10 anos no Café de La Musique posso afirmar que é um dos empreendimentos que muito contribuiu para o desenvolvimento do turismo não apenas regional, mas nacional e internacional”, pontua Rogério Righes, trabalhador do Café de La Musique.

“Florianópolis é uma cidade muito sazonal, onde o turismo de verão é o ponto forte. Os beach clubs têm papel fundamental na economia, não só da cidade, mas do Estado. Atendemos o La Serena o ano todo, com o fornecimento de alimentos secos, porém no verão o impacto no crescimento das nossas atividades é muito grande”, comenta Juliana Costa Garcia, representante comercial Baia Norte Distribuidora de Alimentos.

“Somos fornecedores desde a abertura do Café de La Musique, cujas vendas quadruplicam na temporada. Mesmo no inverno atendemos semanalmente com resultados excelentes, não só o Café como todos os restaurantes e beach clubs por nós atendidos”, afirma Ademir de Espindola, vendedor externo da Nutrifrios Comércio de Alimentos Ltda.

“Fazer parte da história de sucesso dos beach clubs é resgatar o prazer da celebração. Eles fazem de Florianópolis uma referência mundial de bom gosto, sofisticação e qualidade de serviço. O 300 Cosmo é um dos nossos principais parceiros comerciais na Capital. É motivo de orgulho para a Moet Hennessy do Brasil fazer parte das maiores referências do país em termos de entretenimento e gastronomia”, declara o diretor comercial da Moet Hennessy do Brasil, Gontijo Jordan Pinto.

Reordenamento da orla é alternativa para evitar comércio irregular


Crescimento descontrolado de ambulantes nas praias de Florianópolis causa transtornos e concorrência desleal. Os beach clubs não são contra o comércio ambulante, ao contrário, defendem o reordenamento da orla para uma coexistência complementar de serviços.

Em uma década, o número de ambulantes autorizados pela prefeitura de Florianópolis triplicou na praia de Jurerê Internacional durante a temporada de verão, passando de 56 para 153. Além dos regulamentados, outros tantos sem nenhum tipo de licença operam na orla. Isso provoca concorrência desleal com o comércio local, prejudica o meio ambiente e traz insegurança aos moradores e veranistas.

Recentemente foram flagradas construções de estruturas fixas na areia da praia, em média duas barracas em frente a cada beach club, que vão abrigar ambulantes. A pergunta que fica é: quem vai fiscalizar os tipos de produtos comercializados e a destinação do lixo e resíduos ali produzidos?

“O comércio ambulante é uma forma de inclusão social e facilidade de serviços. Porém, precisa ser regulamentado. É lamentável olhar para Jurerê Internacional e ver nosso negócio consolidado naquele endereço ter concorrência extremamente desleal pelos ambulantes irregulares. A palavra mesmo diz, ele precisa perambular pela areia e não fixar casas em pontos específicos como vem ocorrendo”, justifica o proprietário do restaurante La Serena, Leandro Adegas.

Os beach clubs não são contra o comércio ambulante, ao contrário, defendem o reordenamento da orla para uma coexistência complementar de serviços, além de incentivarem a contratação de ambulantes moradores da cidade, que conhecem bem a praia e seus atrativos. “Houve um período em que havia reuniões semanais entre Habitasul, beach clubs e Associação dos Ambulantes, de forma a regulamentar as ações sem entrar em conflitos. Nossa sugestão é de que voltemos a nos reunir para encontrar uma solução sustentável para melhor atender ao público”, destaca Leo Ribeiro, sócio do Café de La Musique.

O sócio do 300 Cosmo Beach, Tiago Escher, enfatiza que é conhecida a dificuldade que o poder público possui para fiscalizar a ilha. “Seja pela amplitude de seu território, ou pela dificuldade financeira, que acaba limitando a contratação de pessoal e estruturas auxiliares para fazer essa fiscalização. Entretanto, providências precisam ser tomadas, pois Florianópolis está sofrendo cada vez mais, principalmente junto ao público mais qualificado, que investe no mercado imobiliário, consome serviços e possui poder de compra, gerando consequentemente emprego e renda para a Capital”, comenta.

Especialistas defendem o uso ordenado da orla


A especialista em responsabilidade social, Salete Pereira, afirma que é urgente a necessidade de gestão qualificada dos espaços e equipamentos públicos. Segundo ela, que foi membro do Comitê Gestor da Bandeira Azul Jurerê Internacional e da Comissão da ABNT para a criação de uma ISO de gestão de praias, todo início de temporada a praia entra em fase de quase morte. Uma corrida desenfreada pelo ganhar, a qualquer custo, um espaço na areia para fazer uma renda extra.

“É preciso repensar o modo de usufruto desse ecossistema, ter coragem para organizar, reeducar, reconectar e qualificar seus equipamentos, sustentar o espaço, o ambiente e as pessoas de modo que haja equilíbrio no tripé social, ambiental e econômico. Na Europa, o sistema ordenado e integrado funciona muito bem, por que não tentar esse modelo no Brasil?”, afirma.

A advogada especialista em Direito Ambiental, Rode Martins, destaca que todos querem um bairro pulsante, dinâmico, com vários serviços, mas sem que haja interferência na orla.

“Queremos a riqueza gerada pelo turismo, mas não queremos o turista. Para que tenhamos prosperidade com sustentabilidade é necessário um olhar diferenciado e integrado sobre o espaço envolvendo natureza, economia, cultura, lazer, conforto, no qual nenhum deles se sobressai, mas se harmonizam entre si”, pontua.

Bandeira Azul


Florianópolis foi a primeira cidade do Brasil e da América Latina a receber a certificação Bandeira Azul para a praia de Jurerê Internacional, na temporada 2009/10. Segundo Salete Pereira, a praia foi premiada porque buscou referências de organização de orla em praias internacionais certificadas, instituindo o Programa Nova Onda.

“Era consenso no Comitê de que o modelo implantado na Europa servia para o Brasil, incorporando de forma organizada os ambulantes que poderiam compor uma matize específica às praias brasileiras, junto aos comércios de bares e restaurantes com infraestrutura de banheiros, chuveiros e serviços qualificados. Jamais substituindo, mas complementando em estilo, serviço, cuidados e responsabilidade com a orla”, explica Salete.

Em janeiro de 2011, a prefeitura de Florianópolis recebeu comunicado de cancelamento da certificação Bandeira Azul. Entre os problemas apontados estavam: a insuficiência na limpeza e manutenção das áreas de dunas e vegetação e o registro de grande número de vendedores ambulantes descredenciados atuando na praia sem a presença de nenhuma fiscalização.

“Por isso é preciso pensar em ambulantes que sejam moradores locais, que conhecem as praias e suas sensibilidades. Padronizar equipamentos pelos seus diferentes serviços e públicos, a exemplo de praias internacionais certificadas, além de tornar acessível a todas as pessoas, garante destacar visualmente qualquer ação que esteja fora do padrão. Facilitando a segurança do usuário e a fiscalização, no caso dos ambulantes irregulares”, conclui Salete.


O conteúdo que interessa por Douglas Ferreira e Hugo Alencar. Estilo de Vida; Mindfullness; Arquitetura; Gastronomia; Entretenimento; Moda; Cultura e Tecnologia.

 

A revista Jurerê é hipersegmentada para o público de alto padrão.

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